Em 1996, o Japão (com 75,5% do valor total) e os Estados Unidos (com 18,8% do valor) importavam quase todo camarão comercializado no exterior pelo Brasil. A partir de 1999, as exportações para a Europa e os Estados Unidos passaram a crescer em escala geométrica. Em 2003, ano de pico, as empresas brasileiras enviaram 21,3 mil toneladas de camarão aos Estados Unidos, 15,8 mil toneladas à França, 15,3 mil toneladas à Espanha e 5,8 mil toneladas à Holanda.

     A Europa já se tornara o principal destino do produto brasileiro. Com a adoção da sobretaxa americana, as exportações para aquele país declinaram para apenas 571 toneladas (US$ 3,4 milhões) em 2006. Ao mesmo tempo, as importações européias declinaram ligeiramente (em 2006 em relação a 2003), mas ampliaram sua participação relativa para mais de 90% do total, mudando radicalmente a pauta de exportações do camarão brasileiro em relação ao final do século passado (tabela 1).


     A indústria brasileira possui duas vantagens competitivas sobre diversos outros produtores que são a qualidade superior de sua matéria-prima e a capacidade da indústria de produzir e ofertar camarões com regularidade durante todos os meses do ano. O camarão cultivado brasileiro possui uma qualidade sanitária aprovada pelo mercado internacional, pois se apresentam livres dos vírus da Mancha Branca (WSSV), da Cabeça Amarela (YHV), isento de antibióticos e outros químicos nocivos à saúde do consumidor.

 
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